EuSaúde

EuSaúde

 

EuSaúde é âmbito da realização de um protocolo entre a AELPS e a empresa tecnológica da UPTEC-Universidade do Porto, Health Insight para as áreas de Literacy and Health Promotion


http://www.eusaude.com.br/

http://uptec.up.pt/empresa/health-insight

 

 

 

 

 

 

HEALTH INSIGHT


Projeto inovador de Literacia e Promoção de comportamentos de vida saudável.

 

O Projeto consiste no lançamento de uma Plataforma de alta capacitação tecnológica de gestão dos recursos de saúde em rede, recursos individuais e recursos disponíveis na comunidade, que se baseia na interacção por iniciativa individual ou motivada pela gestão da saúde e prevenção da doença, colocando o seu enfoque no empowerment do indivíduo, na sua capacidade para se auto-gerir, na transmissão de informação e na sua transformação em conhecimento.

 

A sua ferramenta mais importante é a Plataforma de base tecnológica que permitirá partilhar informações reais relativas à experiência de saúde, próprias e de milhares de pessoas ligadas em rede com os mesmos eventos de saúde, partilhando experiências de contacto com o sistema de saúde ou de interacção com o mesmo, de medicação ou tratamentos hospitalares, de limitação da sociedade e da comunidade em que estão inseridas relativamente à sua condição de doença e, simultaneamente, gerir a própria saúde, gerir a interacção com o sistema, com a informação que o sistema lhe disponibiliza e, finalmente, aumentar significativamente a sua literacia individual e a literacia colectiva.

 

Este Projeto tem como finalidade responder às recomendações nacionais e internacionais por uma maior eficiência dos sistemas de saúde, actuando ao nível da gestão própria a montante do sistema de saúde, capacitando a pessoa antes dos eventos de saúde, mitigando a sua necessidade de aceder ao sistema, contribuindo finalmente para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

 

 

Enquadramento conceptual (justificação da pertinência):

 

Em 1988 a Organização Mundial de Saúde veio dizer-nos que a “Promoção da Saúde é um processo que assegura às pessoas os meios para que tenham maior controlo sobre o seu nível de saúde e serem capazes de melhorá-lo”.

 

Esta forma de a definir tem em conta o próprio conceito de Saúde que a OMS, já em 1948, disse tratar-se de um “estado de completo bem-estar físico, psicológico, mental, emocional, moral e social e não uma mera ausência de doença ou enfermidade”.
Bem recentemente houve uma redefinição deste conceito, tornando-o mais abrangente, incluindo o campo espiritual.

 

Na sequência da II Guerra Mundial e aproveitando quer a evolução da situação económica que se lhe seguiu quer, por outro lado, o início da mudança de padrão das doenças agudas (infecciosas) para as doenças crónicas, verificou-se a focalização da atenção da “saúde” para doenças específicas através de programas verticais.

 

Estes programas tinham objectivos bem definidos, mensuráveis e visavam a eficiência no “combate” a doenças específicas sem qualquer preocupação especial com o contexto social em que essas doenças ocorriam bem como ignorando a relevância que esse contexto social tinha quer na própria doença quer na manutenção do estado de saúde ou bem-estar.

 

É assim que, neste contexto e tendo em conta os custos elevados destes programas e a escassez de respostas às necessidades das comunidades, surgiram as dimensões social e económica na definição das políticas de saúde e, com elas, a Educação para a Saúde e a Prevenção das Doenças visando o envolvimento dos cidadãos e a participaçao comunitária na gestão e tomadas de decisão na área da saúde.

 

Dubos (1960) acrescentou a “capacidade de adaptação ao meio e a capacidade de funcionar em melhores condições nesse meio” ao conceito de saúde da OMS, falando de uma existência compensatória quando enfrentam um mundo imperfeito.

 

Em 1974, o Relatório Lalonde vem trazer uma nova perspectiva de saúde (e doença) considerando-a como resultado da interacção de quatro factores determinantes: Ambiente, Estilo de Vida, Factores Genéticos e Serviços de Saúde.

 

Admitindo poder haver uma importância relativa entre estes factores, é fácil perceber que a fatia dos custos globais com os Serviços de Saúde (e, nestes, com os de maior diferenciação e complexidade) tem um peso esmagador por comparação com a Promoção da Saúde e Prevenção das Doenças indiscutivelmente envolvidas nas questões do Ambiente, dos Estilos de Vida e até nos Factores Genéticos.

 

Dez anos depois, a OMS vem reconhecer e colocar em relevo a ideia de que quer as ciências quer as tecnologias só poderão ter impacto nos resultados em saúde e nos seus padrões se envolverem as pessoas como parceiros activos.

 

E, ainda que seja um conceito nos domínios social e da saúde, a Promoção da Saúde não será mais um serviço médico ainda que, entre outros, o papel dos profissionais de saúde seja decisivo.

 

A Promoção da Saúde envolve a comunidade como um todo e é, sobretudo, dirigida para os chamados Determinantes da Saúde e visando a participação efectiva das pessoas.

Na Carta de Otawa de 1986 a relevância é posta na questão da capacitação dos indivíduos e, mais do que deles, dos grupos em que estes indivíduos se inserem para agir sobre os factores que influenciam a sua saúde.

 

Ainda que os valores e as reflexões acima referidas sirvam, por si só, para iniciar, na prática, uma nova abordagem das questões à volta da Saúde individual e das comunidades em que se inserem, os elevados custos associados aos modelos actuais centrados na saúde (doença) individual e na tecnologia médica não têm conduzido a um particular sucesso na “cura” da nova geração de doenças (crónicas) que se apresentam, aliás, e numa parte muito significativa dos casos, como evitáveis com estratégias de Prevenção e com o envolvimento das pessoas na procura e defesa do seu bem-estar individual e colectivo.

 

Hoje em dia pretende-se que o foco se centre fundamentalmente na saúde (e não na doença) tendo presentes princípios e valores éticos que são universalmente aceites como pilares nas áreas do desenvolvimento sustentável e do aprofundamento das sociedades democráticas: as questões da igualdade de oportunidades, da equidade, da solidariedade e da justiça social!

 

 

Características técnicas do Portal:

 

O Portal utiliza um Módulo de Geomedicina que permite a visualização e análise de dados clínicos, fornecidos voluntariamente (respeitando sempre toda a confidencialidade dos mesmos bem como toda a legislação de protecção de dados pessoais – ver à frente), associados a dados demográficos dos públicos alvo dos seus parceiros Institucionais, sejam eles entidades públicas ou privadas.

 

A Gestão da Informação como motor da Tomada de Decisão é feita mediante utilização de ferramentas de BI (Bussiness Intelligence).

 

A Plataforma Tecnológica possui Certificação da HON (Health on the Net Foundation – instituição internacional que determina as Boas Práticas para publicações sobre saúde como “PROVEDORES DE QUALIDADE ASSEGURADA PARA SAÚDE EM INTERNET”) e apresenta como características principais:

  • Portal de Conteúdos Multitemático- Enciclopédias de Conteúdos
  • Rede Social
  • Moderação Social
  • Formulários e Calculadoras
  • Calendário Pessoal de Cuidados
  • Gamification
  • Gestão e Georeferenciação

 

 

A Plataforma EuSaúde incide nas seguintes áreas:

 

  • Doenças Raras;
  • Doenças oncológicas;
  • Doenças ou infecções sexualmente transmissíveis (DST);
  • Doenças da Mulher e Gravidez;
  • Depressão;
  • Doenças cardiovasculares cerebrais;

 


 

 

 

Rastreios Saúde

 

 

A VISÃO EuSaúde

 

Tornar-se numa das mais importantes referências internacionais em Educação para a Saúde e Promoção da Saúde. Tornar-se uma marca de grande respeitabilidade e confiança capaz de mobilizar os mais diversos parceiros, investidores e patrocinadores.

 

 

A MISSÃO EuSaúde

 

Promover uma nova abordagem em Saúde tendo sistematicamente em conta uma evolução do paradigma a favor do empowerment ou empoderamento dos cidadãos em contexto familiar e comunitário. Em Portugal, o EuSaúde é promovido pela Aelps – Associação Europeia para a Lliteracia e Promoção da Saúde, considerando esta Associação que este conceito constitui a abordagem mais actual e moderna disponível para responder aos objectivos e desafios de salutogénese colocados pela Organização Mundial de Saúde no âmbito da Promoção da Saúde e da importância dos contextos de saúde, inscritos também no Relatório Gulbenkian «Um Futuro para a Saúde – todos temos um papel a desempenhar» , numa abordagem à promoção da saúde, centrada decisivamente na iniciativa dos cidadãos e da sociedade em geral (coordenado por Lord Nigel Crisp (Presidente), Donald Berwick, Ilona Kickbusch, Wouter Bos, João Lobo Antunes, Pedro Pita Barros e Jorge Soares, disponível em  https://gulbenkian.pt/wp-content/uploads/2016/03/um-futuro-para-a-saude-publication.pdf )  e do Governo Português, dentro dos seus objectivos de implementação de Políticas de Saúde Pública, Promoção da Saúde, Prevenção da doença, actuação a montante dos cuidados hospitalares, da doença aguda e crónica e ainda no âmbito do Programa Nacional Educação para a Saúde, Literacia e Autocuidados (https://www.sns.gov.pt/literacia-em-saude-e-percursos-de-vida/programa-nacional/ ).

https://www.sns.gov.pt/

 

http://biblioteca.sns.gov.pt/

 

A Associação Europeia para a Literacia e Promoção da Saúde (AELPS) pretende colaborar no desenvolvimento do Projeto EuSaúde através do envolvimento e interacção dos seus parceiros: associações de doentes, ordens profissionais, indústria, universidades, governos e administração de saúde e educação, sociedade, cidades e indivíduos.